Conheça a história das corretoras de câmbio no Brasil

Muito antes do surgimento das corretoras, pessoas extremamente cultas e graduadas exerciam o ofício de corretagem com o aval do governo e de empresas da época. Os primeiros, chamados de “comissários”, fechavam negócios aqui no Brasil para negociantes europeus. Operavam como intermediários entre vendedores e compradores, fato que desencadeou um atrito com a Coroa Portuguesa, afinal, representavam riscos ao monopólio de Portugal sobre o Brasil. Mesmo proibidos pela corte de atuar por algum tempo, nunca desistiram; mesmo na clandestinidade, continuavam a operar.

A narrativa do corretor de câmbio – profissional – tem início no século XVIII com o marco do surgimento de nosso Sistema Financeiro Nacional.

HISTÓRIA DO CÂMBIO

1843

Redigido o primeiro estatuto do corretor brasileiro, com as condições necessárias para o exercício do ofício.

1850

O Rio de Janeiro já conta com 25 Corretores de Fundos Públicos e outros 20 divididos entre navios e mercadorias, mas a estratégia não funciona a contento e o número de zangões não encolhe.

1876

O Brasil se destaca na produção do café; o grão torna-se sinônimo do país no exterior e os corretores começam a trabalhar, principalmente, para o mercado acionário.

1914

No início da ditadura Vargas, o câmbio estava bastante favorável ao Brasil, mesmo com o controle exercido pelo Banco do Brasil. As exportações foram favorecidas em detrimento das importações, praticamente vetadas pelo protecionismo estatal.

1945

A década de 50 foi marcada pelo aumento da influência norte-americana, e o desenvolvimento da indústria de bens de produção, especialmente em São Paulo. O mercado de câmbio é afetado pela dificuldade em ajustar-se à nova realidade econômica. As autoridades controlavam diretamente as licenças de corretores que estavam com o preço sobrevalorizado.
A SUMOC institui uma série de medidas que resultam em abertura de câmbio para os importadores cujos direitos de compra eram negociados na Bolsa. O plano beneficia os corretores de acordo com os graus de necessidade determinados pelo governo. Assim, a diferença entre produtos de valores extremos gerava um ágio que também podia ser negociado. Os “leilões de ágio” impulsionam os negócios, permitindo aos corretores vender direitos de saques e fomentar o financiamento com recursos próprios ou recorrendo a terceiros.

1960

O Banco Central muda drasticamente a forma de atuação dos corretores membros da Bolsa, assim como a função dos corretores de fundos públicos estabelecidos com firmas individuais ou atuando através de sociedades corretoras. São criadas novas regras para a formação de tais sociedades, ainda regulamentadas pela Bolsa de Valores.

1967

A primeira legislação específica sobre corretagem é aprovada. Apesar da medida, o corretor estava totalmente subordinado ao Estado.

1845

Promulgado o código comercial que classifica o corretor como agente auxiliar de comércio e permite que os mesmos intervenham indistintamente em todas as convenções e operações mercantis. Aproveitando a brecha na legislação, comerciantes também passam a fazer corretagens; agentes ilegais começam a agir sem ônus e sem posição comercial definida.
Pouco tempo depois, mesmo com o monopólio da intermediação rompido, a importância do mercado informal aumenta. Até a imprensa se utiliza deste expediente para obter informações sobre as cotações diárias, já que a junta dos corretores do Rio de Janeiro só as fornecia semanalmente. Com as informações em mãos, torna-se mais fácil para tais agentes ilegais – conhecidos como zangões – manterem o controle sobre o mercado; para combater a ação desses agentes, o número de corretores acaba aumentando consideravelmente.

1986

Com o intuito de delimitar o espaço dos negócios e facilitar o controle das transações, surge a Bolsa de Valores. Todos os corretores podem agora realizar as operações de fundos públicos com acesso irrestrito à Bolsa. A novidade traz maior segurança para os acionistas, pois agora trabalham com profissionais credenciados e em pregão público.

Este arranjo foi mantido por muitos anos; apenas no século XX novas mudanças seriam introduzidas.

1910

Com o início da Primeira Guerra Mundial, o mercado acionário global sofre um duro golpe. O mercado financeiro brasileiro sente seu primeiro grande revés.

Tentando evitar a desvalorização cambial, o governo prejudica a exportação do café e a crise do mercado acionário atinge diretamente os corretores.

1930

Com o fim do governo de Getúlio Vargas, o mercado pressiona pela volta da política de importação. Surge a SUMOC – Superintendência da Moeda e do Crédito – como novo órgão regulador das emissões e relações entre Banco do Brasil, Tesouro e sistema bancário.

1950

A Bolsa de Valores intensifica suas transações, mas as crises na política e na economia afetam todos os setores do país. O Estado de exceção é implantado em 1964; nasce o Banco Central, que recebe do SUMOC, Banco do Brasil e do Tesouro Nacional a incumbência de ser uma das maiores autoridades monetárias do país, modificando o mercado de capitais e o mecanismo da criação de títulos.

1966

A Bolsa Oficial de Valores de São Paulo passa a funcionar como Bolsa de Valores de São Paulo, uma associação civil constituída por diversas sociedades corretoras com corretores oficiais exercendo suas atividades como pessoas físicas.
O Banco Central torna-se o principal fiscalizador de pessoas jurídicas constituídas na forma de corretoras, deixando de lado a regulação na atuação de pessoas físicas.

1843

A primeira legislação específica sobre corretagem é aprovada. Apesar da medida, o corretor estava totalmente subordinado ao Estado.

1845

Redigido o primeiro estatuto do corretor brasileiro, com as condições necessárias para o exercício do ofício.

1850

Promulgado o código comercial que classifica o corretor como agente auxiliar de comércio e permite que os mesmos intervenham indistintamente em todas as convenções e operações mercantis. Aproveitando a brecha na legislação, comerciantes também passam a fazer corretagens; agentes ilegais começam a agir sem ônus e sem posição comercial definida.
Pouco tempo depois, mesmo com o monopólio da intermediação rompido, a importância do mercado informal aumenta. Até a imprensa se utiliza deste expediente para obter informações sobre as cotações diárias, já que a junta dos corretores do Rio de Janeiro só as fornecia semanalmente. Com as informações em mãos, torna-se mais fácil para tais agentes ilegais – conhecidos como zangões – manterem o controle sobre o mercado; para combater a ação desses agentes, o número de corretores acaba aumentando consideravelmente.

1986

O Rio de Janeiro já conta com 25 Corretores de Fundos Públicos e outros 20 divididos entre navios e mercadorias, mas a estratégia não funciona a contento e o número de zangões não encolhe.

1876

Com o intuito de delimitar o espaço dos negócios e facilitar o controle das transações, surge a Bolsa de Valores. Todos os corretores podem agora realizar as operações de fundos públicos com acesso irrestrito à Bolsa. A novidade traz maior segurança para os acionistas, pois agora trabalham com profissionais credenciados e em pregão público.

Este arranjo foi mantido por muitos anos; apenas no século XX novas mudanças seriam introduzidas.

1910

O Brasil se destaca na produção do café; o grão torna-se sinônimo do país no exterior e os corretores começam a trabalhar, principalmente, para o mercado acionário.

1914

Com o início da Primeira Guerra Mundial, o mercado acionário global sofre um duro golpe. O mercado financeiro brasileiro sente seu primeiro grande revés.

Tentando evitar a desvalorização cambial, o governo prejudica a exportação do café e a crise do mercado acionário atinge diretamente os corretores.

1930

No início da ditadura Vargas, o câmbio estava bastante favorável ao Brasil, mesmo com o controle exercido pelo Banco do Brasil. As exportações foram favorecidas em detrimento das importações, praticamente vetadas pelo protecionismo estatal.

1945

Com o fim do governo de Getúlio Vargas, o mercado pressiona pela volta da política de importação. Surge a SUMOC – Superintendência da Moeda e do Crédito – como novo órgão regulador das emissões e relações entre Banco do Brasil, Tesouro e sistema bancário.

1950

A década de 50 foi marcada pelo aumento da influência norte-americana, e o desenvolvimento da indústria de bens de produção, especialmente em São Paulo. O mercado de câmbio é afetado pela dificuldade em ajustar-se à nova realidade econômica. As autoridades controlavam diretamente as licenças de corretores que estavam com o preço sobrevalorizado.
A SUMOC institui uma série de medidas que resultam em abertura de câmbio para os importadores cujos direitos de compra eram negociados na Bolsa. O plano beneficia os corretores de acordo com os graus de necessidade determinados pelo governo. Assim, a diferença entre produtos de valores extremos gerava um ágio que também podia ser negociado. Os “leilões de ágio” impulsionam os negócios, permitindo aos corretores vender direitos de saques e fomentar o financiamento com recursos próprios ou recorrendo a terceiros.

1960

A Bolsa de Valores intensifica suas transações, mas as crises na política e na economia afetam todos os setores do país. O Estado de exceção é implantado em 1964; nasce o Banco Central, que recebe do SUMOC, Banco do Brasil e do Tesouro Nacional a incumbência de ser uma das maiores autoridades monetárias do país, modificando o mercado de capitais e o mecanismo da criação de títulos.

1966

O Banco Central muda drasticamente a forma de atuação dos corretores membros da Bolsa, assim como a função dos corretores de fundos públicos estabelecidos com firmas individuais ou atuando através de sociedades corretoras. São criadas novas regras para a formação de tais sociedades, ainda regulamentadas pela Bolsa de Valores.

1967

A Bolsa Oficial de Valores de São Paulo passa a funcionar como Bolsa de Valores de São Paulo, uma associação civil constituída por diversas sociedades corretoras com corretores oficiais exercendo suas atividades como pessoas físicas.
O Banco Central torna-se o principal fiscalizador de pessoas jurídicas constituídas na forma de corretoras, deixando de lado a regulação na atuação de pessoas físicas.
2001

Nasce a ABRACAM Julho de 2001

em São Paulo, SP

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